O Santos não pode continuar vendendo sua camisa muito abaixo do valor que a nossa marca merece.
Hoje vemos uma disparidade enorme entre o patrocínio máster do Santos e o de clubes que possuem menor alcance histórico e internacional. Enquanto nossa camisa é frequentemente criticada pelo excesso de marcas, parecendo um verdadeiro "abadá", a arrecadação não reflete a força de uma instituição que revelou Pelé, Neymar e possui uma das maiores marcas do futebol mundial.
Atualmente, o Santos recebe R$ 35 milhões fixos por ano em seu contrato de patrocínio máster com a Novibet, com possibilidade de aumento por meio de metas e variáveis de desempenho. Já o Fluminense recebe aproximadamente R$ 80 milhões anuais pelo espaço principal da camisa. Para mim, essa diferença demonstra que estamos explorando mal um dos maiores patrimônios do clube: a força da nossa marca.
Por isso, defendo uma transformação completa do Departamento de Marketing e Comercial do Santos.
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| Não dá para se apresentar com este uniforme. |
Minha proposta é: valorizar a camisa do Santos em vez de transformá-la em um painel de anúncios.
A ideia é reduzir drasticamente a quantidade de marcas estampadas no uniforme, concentrando os espaços apenas em patrocinadores premium, capazes de investir valores muito superiores pela exclusividade. Uma camisa mais limpa fortalece a identidade do clube, aumenta o desejo do torcedor pelo produto oficial e torna cada propriedade comercial muito mais valiosa.
Isso não significa perder receita nem abrir mão de parceiros.
Muito pelo contrário.
Quero ampliar as oportunidades comerciais do Santos explorando ativos que hoje são subutilizados. Em vez de concentrar todos os patrocinadores na camisa, podemos oferecer propriedades como naming rights dos Centros de Treinamento, uniformes de treino, plataformas digitais, transmissões oficiais, conteúdos patrocinados nas redes sociais, backdrops de entrevistas, experiências de hospitalidade em dias de jogos, licenciamento de produtos e diversas outras ativações capazes de gerar receita sem descaracterizar o nosso maior patrimônio visual.
Meu objetivo é transformar o Santos em uma plataforma moderna de marketing esportivo, seguindo modelos adotados pelos maiores clubes do mundo.
Quero que a camisa branca do Santos volte a ser um símbolo de exclusividade, elegância e prestígio. Uma camisa limpa vale mais, atrai patrocinadores de maior nível, fortalece a marca do clube e gera receitas mais sustentáveis.
A meta é pôr fim à poluição visual do uniforme sem sufocar as finanças do clube, adotando uma estratégia inspirada em gigantes mundiais como Real Madrid, Boca Juniors e a Seleção Brasileira.

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