Como próximo Presidente, defendo que o Estatuto Social do Santos Futebol Clube é a nossa constituição e não pode ser reformado às pressas ou à cortina fechada. O futuro do nosso clube exige total transparência, respeito ao associado e o fim de modelos políticos falidos que apenas sugaram a nossa instituição nas últimas décadas.
Por isso, trago três posicionamentos inegociáveis para a modernização estatutária do Peixe:
1. Votação Item a Item: Respeito Máximo ao Associado
A reforma do estatuto não pode ser enfiada goela abaixo do torcedor por meio de um "pacotão" fechado, onde você é obrigado a votar "sim" ou "nono" para o texto inteiro. A minha proposta é seguir o modelo de sucesso democrático adotado pelo Palmeiras, onde a apreciação das mudanças foi feita item a item.
O associado santista terá o direito e o poder de analisar, debater e votar cada artigo crucial de forma isolada. Se o torcedor concorda com a modernização do voto digital, mas rejeita uma mudança no tempo de mandato, ele poderá escolher isso de forma cirúrgica. A democracia no Santos será real, transparente e fatiada para que o sócio decida o rumo de cada engrenagem do clube.
2. O Fim do Comitê de Gestão: O Câncer Político do Santos
Quero registrar o meu mais profundo repúdio ao atual modelo de Comitê de Gestão (CG). Desde a sua criação, esse formato se provou um verdadeiro câncer político para o Santos Futebol Clube. Em vez de trazer profissionalismo, o CG transformou o poder executivo do clube em um balcão de negócios.
Nesses anos, vimos a criação de centenas de grupos e subgrupos políticos cujo único objetivo real não era o bem do Santos, mas sim lotear o clube para ocupar uma cadeira no executivo. Esse modelo dilui a responsabilidade: quando o futebol vai mal, ninguém é o culpado; quando há um erro administrativo, um joga a responsabilidade para o outro. No nosso governo, o Santos voltará a ter uma liderança clara, com executivos profissionais cobrados por metas, pondo fim ao fisiologismo político que destruiu a nossa gestão.
3. O Estatuto Vigente Já Garante a SAF
Por fim, é preciso desmistificar a narrativa de quem quer pressa para rasgar o estatuto sob o pretexto da modernidade. Quero ressaltar e tranquilizar o universo santista: o nosso estatuto vigente já atende perfeitamente à legislação federal para a implementação da SAF (Sociedade Anônima do Futebol).
Não precisamos de remendos estatutários emergenciais ou suspeitos para abrir o clube ao mercado de investimentos. As travas de proteção e as regras atuais dão o respaldo jurídico necessário para que o Santos, se assim o associado decidir no futuro, faça a transição para o modelo de clube-empresa com total segurança, garantindo que o investidor respeite as nossas cores, nossos símbolos e a nossa história.
O Santos precisa de ordem, clareza e respeito ao sócio. Vamos limpar a política da Vila Belmiro para devolver o clube aos verdadeiros santistas.




