Como candidato à presidência, a minha visão comercial vai muito além do uniforme limpo e dos patrocínios. Precisamos falar sobre como o Santos Futebol Clube está deixando dinheiro na mesa ao ignorar a revolução do varejo físico e digital.
A nossa marca é gigante, mas a nossa estrutura de vendas parou no tempo. Por isso, trago duas propostas urgentes para transformar a nossa arrecadação com produtos
Um Grande Marketplace Unificado para os Licenciados
Hoje, o Santos possui centenas de produtos licenciados excelentes — de cadernos a canecas, passando por linhas de vestuário casual e acessórios. No entanto, o torcedor simplesmente não consegue encontrar esses produtos para comprar. O ecossistema é quebrado: o parceiro fabrica o item, mas não tem canal de distribuição, e a nossa loja virtual oficial foca quase que exclusivamente no uniforme de jogo da Umbro.
A minha proposta é a criação de um Marketplace Oficial do Santos. Uma plataforma digital robusta e unificada onde qualquer micro, pequeno ou grande fabricante licenciado possa expor e vender diretamente ao torcedor.
Vitrine Total: Centralizaremos 100% dos produtos com a marca Santos em um único endereço web.
Comissão Recorrente: Além dos royalties tradicionais do licenciamento, o Santos ganhará uma porcentagem sobre cada transação realizada dentro da plataforma.
Logística Facilitada: O torcedor de qualquer lugar do mundo compra o que quiser com a certeza de que está ajudando o clube e adquirindo um produto oficial.
Expansão Física: Chega de Inércia Comercial
O Santos sofre de um apagão de presença física. Enquanto os nossos torcedores clamam por pontos de venda espalhados pelo estado, a gestão atual se acomoda. A falta de visão fica nítida quando olhamos os dados de mercado e percebemos que clubes de menor expressão regional ou rivais do mesmo porte dão um banho no expediente físico que o Santos adota.
A realidade bate à nossa porta com números incontestáveis:
É inadmissível ver o Fluminense monetizar agressivamente com dezenas de lojas oficiais em shoppings, ou ver o Mirassol ocupar o espaço comercial do interior com pontos de venda ativos, enquanto o morador do ABC Paulista, do Vale do Paraíba ou do próprio interior de São Paulo não encontra uma loja do Santos para comprar um presente.
O Plano de Ação para as Lojas Físicas
Nossa gestão implementará um modelo de microfranquias de baixo custo (formato quiosques e lojas de shopping de metragem reduzida). Vamos mapear as regiões com maior densidade de Sócios-Reis e abrir as portas para que empresários santistas invistam na nossa marca. O Santos entrará com o suporte de marketing e a força da marca; o mercado fará o resto.
Unindo o Marketplace digital à capilaridade das novas lojas físicas, faremos o faturamento de licenciados explodir, transformando o orgulho de ser santista em receita real para o futebol.





